“Todas as madrugadas desce uma nuvem!”
Todas as madrugadas desce uma nuvem sobre o meu peito,
todas as noites o basalto frio recolhe-me nos ossos
onde alojo a alma, esta, que te clama,
que te pranta e se não cala.
Do mar sobem gritos de silêncio
nas águas retalhadas de um quase nada.
No fio da navalha e na amurada, espumas rudes
enfeitam sonhos perdidos em lágrimas de ternura.
Todas as noites, no quase noite dos meus dias,
morro por dentro, afogada nas lágrimas do meu canto.
todas as noites o basalto frio recolhe-me nos ossos
onde alojo a alma, esta, que te clama,
que te pranta e se não cala.
Do mar sobem gritos de silêncio
nas águas retalhadas de um quase nada.
No fio da navalha e na amurada, espumas rudes
enfeitam sonhos perdidos em lágrimas de ternura.
Todas as noites, no quase noite dos meus dias,
morro por dentro, afogada nas lágrimas do meu canto.



